Meio de expressão


Durante um seminário para casais,
perguntaram à esposa:

"seu marido lhe faz feliz ?";
"ele lhe faz feliz de verdade ?"

Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando segurança.
Ele sabia que sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento.

Todavia, sua esposa lhe respondeu com um "Não",bem redondo...
Não, não me faz feliz".
Neste momento,o marido já procurava a porta de saída mais próxima quando veio a conclusão da resposta.
"Não me faz feliz...Eu sou feliz".
"O fato de eu ser feliz ou não,não depende dele e sim de mim."

E continuou dizendo:
"Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade."
Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida; pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância, sobre a face da terra, eu estaria com sérios problemas. Tudo o que existe nesta vida muda constantemente. O ser humano, as riquezas, meu corpo, o clima, meu chefe, os prazeres, etc.

E assim poderia citar uma lista interminável.
Às demais coisas eu chamo "experiências"; esqueço-me das experiências passageiras e vivo as que são eternas; amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.

Lembro-me de viver de modo eterno.
Talvez seja por isso que quando alguém me faz perguntas como esta:
"Você é feliz no seu casamento?" ou "Você é feliz?", gosto de responder com apenas uma frase, como se esta fosse a conclusão de todo o seminário, como se esta fosse a chave de toda a felicidade, de todo matrimônio e de toda vida humana; gosto de responder com aquela velha e famosa frase que ainda não conseguimos compreender:

"A felicidade está centrada em mim".

Há pessoas que dizem:
"Hoje não posso ser feliz porque estou doente,
porque não tenho dinheiro,
porque faz muito calor,
porque alguém me insultou,
porque alguém deixou de me amar,
porque alguém não soube me dar valor..."

SEJA FELIZ ,
mesmo que faça calor,
mesmo que esteja doente,
mesmo que não tenha dinheiro,
mesmo que alguém tenha lhe machucado,
mesmo que alguém não lhe ame ou não lhe dê o devido valor.

SEJA FELIZ .

Sempre .

Tempus Fugit, Carpe diem!
(O tempo foge, colha o dia! )



Escrito por Carolina às 14h21
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Quando eu era criança... eu costumava acreditar em muito mais coisas do que acredito hoje em dia. E, principalmente, em muitas mais e mais nas pessoas também. Acreditava que certas coisas simplesmente seriam. Achava que eu encontraria alguém com quem eu quisesse feliz todo dia e ficar junto pelo resto da minha vida e que, depois de uma certa idade, simplesmente seria tudo Bom, sem problemas.
Eu, quando era criança,  me via com filhos, porque o tal com quem eu ficaria o resto da minha vida não viria tão tarde, já pelos trinta e poucos anos.
Quando eu era criança gostava menos de chocolate do que gosto hoje e naquela época eu ganhava vários ovos de páscoa.
Quando eu era criança eu tinha amava os artistas, especialmente a Xuxa. E super heróis,dois, diga-se de passagem, já que sempre fui meio exagerada. Uma amiga para curar os males do coração e avós para todos os outros males.
Quando era eu criança, bastava um picolé ou alguns doces, uma amiga passando a tarde na rua, que eu me divertia cantando e brincando de coisas que hoje são pré históricas.
Quando eu era criança, achava que a vida de adulto era; e pronto. Era como se depois de uma certa idade, a gente já fosse tudo o que tivesse vindo pra ser e assim ficava ad infinitum [ou até morrer, bem velhinha].
O tempo foi passando e eu vi que não era bem assim.
Cresci um tico, virei adolescente. Tive o primeiro namorado, que não foi um namorado e provocou crise familiar que carrego até hoje. A primeira vez. E veio a lucidez. A lucidez que a gente não pode simplesmente se deixar levar. Quis ver o mundo, saber como era lá fora. Viajei, aí vi que sentia uma falta filhadaputa da família toda da qual eu vivia reclamando e que tinha raízes firmes e sólidas. Comecei a ter uma sede grande e insaciável de saber mais sobre as possibilidades. Graças à algum santo forte, à educação que recebi ou sei lá ao quê [porque tem umas coisas na vida que a gente não entende porque acontecem mesmo], nunca quis experimentar o caminho do mal, drogas nem sexo fortuito - mas já experimentei coisa à beça. Um quase marido, meia-dúzia de namorados que valham menção, técnico, faculdade,  pós, alguns amigos para efeito de porta-retratos, outros que fiz para toda uma vida. Aprendi que as pessoas são como são, provavelmente o melhor que podem ser. E estou aprendendo a escolher quem eu quero comigo e quem não quero não. Não posso dizer que experimentei filho, porque filho não se experimenta e porque ainda não tenho.
Cresci falando muito, confiando muito, apostando muito, amando muito. Levei um monte de tombos e ainda não estou totalmente vacinada. Que bom! É um sinal que apesar de todas as intempéries a que estamos sujeitos nessa vida, em muita coisa eu continuo acreditando.
Briguei com o mundo para quebrar a cara, machuquei pessoas por ter quebrado a cara. Aprendi que meus pais e minha irmã são dádivas e que a educação que recebi, os valores que tenham não são comuns como imaginava.
Que sou muito mais careta qdo que gostaria e do que a marioria pensa.
O tempo me deu uma certa cautela, sonhos diferentes e muitas conquistas. E devo à criança que fui um muito obrigada por ter me empurrado direta ou indiretamente à cada uma delas, que cada vez ganham sabores mais refinados [embora num outro timing e com uma logística muito mais complexa].
À criança que fui, devo um muito obrigada - por ter me feito seguir perguntando, duvidando de mim - e mudando de idéia.
E só pude ser essa criança graça a meus avós e a meus pais.
Provavelmente quebrarei muitas vezes a cara, e posso ferir quem mais me ama...por ferir a mim mesma, mas sei que minha raiz é profunda e por mais que possa ir pro chão me reergo novamente graças a ela.
Obrigada!!!


Escrito por Carolina às 10h46
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Se você me disser pra onde ir, eu concordo em dizer obrigado,
eu concordo em dizer a verdade.

Eu lhe beijo com a chuva nos olhos
eu suporto os seus sonhos tão simples
e entendo os seus leves enganos.
E eu ouso dizer que te amo.
Eu estou com um sorriso mais preciso, venha sem a tristeza séria dos maridos e a indiscrição dos sentidos.
Com um cabelo mais cumprido com a certeza certa dos antigos
e a imperfeição, imperfeição dos amigos.
Eu ando sob um céu diferente.

Então perca o seu juízo, perca um pouco o seu valor em qualquer coisa sem valor, vá, pense em me jogar em qualquer precípicio,
qualquer beijo ou prejuízo que eu deixar,
está perdoado até você receber a notícia de que eu sou a malícia do seu ar, lá em nossa casa, onde o amor está.
"

(Violins) com adaptações minhas...


Escrito por Carolina às 12h58
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" Meu coração é um sapo rajado, viscoso e cansado, à espera do beijo prometido capaz de transformá-lo em príncipe.

Meu coração é um álbum de retratos tão antigos que suas faces mal se adivinham. Roídas de traça, amareladas de tempo, faces desfeitas, imóveis, cristalizadas em poses rígidas para o fotógrafo invisível. Este apertava os olhos quando sorria. Aquela tinha um jeito peculiar de inclinar a cabeça. Eu viro as folhas, o pó resta nos dedos, o vento sopra.

Meu coração é um mendigo mais faminto da rua mais miserável.Meu coração é um ideograma desenhado a tinta lavável em papel de seda onde caiu uma gota d’água. Olhado assim, de cima, pode ser Wu Wang, a Inocência. Mas tão manchado que talvez seja Ming I, o Obscurecimento da Luz. Ou qualquer um, ou qualquer outro: indecifrável.

Meu coração não tem forma, apenas som. Um noturno de Chopin (será o número 5?) em que Jim Morrison colocou uma letra falando em morte, desejo e desamparo, gravado por uma banda punk. Couro negro, prego e piano.

Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas, cafetões sensuais, deusas lésbicas, anões tarados, michês baratos, centauros gays e virgens loucas de todos os sexos.

Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.

Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se p6os. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.

Meu coração é um anjo de pedra de asa quebrada.

Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco.Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.

Meu coração é uma sala inglesa com paredes cobertas por papel de florzinhas miúdas. Lareira acesa, poltronas fundas, macias, quadros com gramados verdes e casas pacíficas cobertas de hera. Sobre a renda branca da toalha de mesa, o chá repousa em porcelana da China. No livro aberto ao lado, alguém sublinhou um verso de Sylvia Plath: "Im too pure for you or anyone". Não há ninguém nessa sala de janelas fechadas.

Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.

Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radiativos.

Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.

Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.

Meu coração é uma planta carnívora morta de fome. Meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos - ai de mim! ai, ai de mim!

Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também.Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso.

Acesa, aceso - vasto, vivo: meu coração é teu."

(Caio Fernando Abreu)

Escrito por Carolina às 11h33
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Um Profundo Olhar!

O olhar que atravessa a Essência,
Que 'domina',
Que contagia,
Que revela experiência.

Um profundo olhar,
Que enxerga além das aparências,
Descarta o 'profano',
Envolve o Sagrado,
Sabe amar, e ser amado!

Observador, analítico...
Nada crítico!
Recolhe-se em silêncio  quando algo percebe,
Não espalha o defeito do outro,
É aberto, receptivo, sabe que é um breve momento,
Onde  se confundem medos, e incute novos ensinamentos.

Um profundo olhar,
Seguro de si,
Enxerga além do horizonte,
Brilha intensamente,
Mais e mais a cada instante!

A sabedoria silenciosa o conduz,
O amor envolve o seu Ser,
Desejando ao outro,
Somente o Bem Querer!

Um profundo olhar,
Marcante,
Insinuante,
Sedutor,
Envolvente,
Inteiro,
Verdadeiro...

Com a Alma despida,
Em contrapartida,
É forte em si mesmo,
Pois neste profundo olhar...
Está a segurança de no outro Estar!

Autoria
Gênice Suavi

Escrito por Carolina às 10h50
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Escrito por Carolina às 16h00
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